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sábado, 7 de agosto de 2010

Num piscar de olhos


Pisque agora! Vamos, tome coragem e pisque. Pode ser escondidinho. Ninguém precisa ver. Pisque! Também pode experimentar em frente a web cam e mandar para o blog. Um... Dois... Três... Já! Piscou? Pronto, Deus já fez. :)
Às vezes, nos ocupamos demais com coisas que ainda não aconteceram ou nem acontecerão. Ocupamos nossas mentes e corações, ocupamos nossos momentos com os filhos e nossos momentos de estudo com ansiedades, dúvidas, medos. Isso é besteira! Mas é claro que é mais fácil dizer do que fazer.
Mas, hoje, aconteceu. Quando abri meus olhos após um piscar, Deus já havia feito. Acontece que durante o instante do piscar, Deus já estava trabalhando ao meu favor. Mas o tempo que, agora, é só um instante, antes, era um loooongo período de incertezas e angústias. Dizem que o tempo é relativo... Acredito que sim. E quando o tempo interminááááável de pre-ocupações finalmente passa, me envergonho por não ter percebido imediatamente que era só um instante.
Glórias a Deus!

sábado, 24 de abril de 2010

MOSHÉ

Hoje, eu assisti ao filme "O dia em que meus pais saíram de férias". Maravilhoso!!! Quem ainda não assistiu, vale à pena passar na locadora e alugá-lo. O caso é que o personagem principal era chamado Moshé, como um menino criado entre os governantes do Egito e que reencontrou sua mãe depois de adulto. Entendi logo que o nome Moshé é Moisés. Gostei mais de Moshé.
Após o filme, li o texto de um dos alunos da minha amiga Clarissa que ela postou no blog Pensando Alto. E mais uma vez, estava lá Moshé. O filme me ensinou a pronúncia e o texto de Shalom (6º ano) me ensinou a escrever MOSHÉ.
Isso me trouxe à memória alguns fragmentos da história de Moshé:
- Menino que nasceu entre os escravos e cresceu entre e como os poderosos do Egito (que Shalom chama de Matsot).
- Homem de valor e honrado, que aprendeu sobre deuses estranhos, mas serviu apenas ao Senhor.
- Aprendeu a cultura dos Outros, mas identificou-se (Lacan) com a cultura dos escravos, da sua família, do seu passado.
- Casou-se com uma mulher que nem era Judia nem Egipsia, no período de reflexão sobre o indecidível (Derrida).
- Escolheu com coragem aquilo que para muitos é indecidível e construiu o novo, saindo da mesmidade. Ou seja, não vacilou em desidentificar-se (Lacan) com as práticas culturais, os valores e as injustiças do Egito opressor.
- Viveu em diáspora por 40 anos, em busca da concretização de uma promessa que só viu de longe (leia em Deuteronômio).
É... Alguns pensamentos soltos, traduzidos em palavras, porque é certo que não explorei tudo o que a história de Moshé pode me oferecer. Não é à toa que essa história está lá. E nem é por acaso que ela me veio à memória. Meditarei e amadurecerei ideias, argumentos acadêmicos e atitudes para a prática cristã.

domingo, 4 de abril de 2010

MINHA PÁSCOA

Não escreverei sobre o verdadeiro sentido da Páscoa. Tenho a impressão de que todos já sabem, desde as festinhas do pré-escolar até às mensagens virtuais que recebemos em nossos e-mails e redes sociais. Eu nem ia postar nada hoje, mas achei que não poderia deixar passar em branco, no meu blog, uma data tão importante para mim. Assim, decidi apenas escrever como foi maravilhoso o meu início de dia para comemoração da Páscoa cristã. Sim, pois devem saber que existem outras páscoas por aí (se interessar, busque no google, rs).
Há muito tempo não vou aos cultos matinais de domingo com a presença do meu esposo. Faz um tempo que ele está trabalhando todos os sábados e domingos na feira de arte e artesanato da Praça do Lido, em Copacabana. Hoje, para minha alegria e dos nossos filhos, ele separou a manhã para um programão em família. Meu sogro também apareceu antes de voltar para a sua cidade e nos deu uma carona até a igreja, após presentear as crianças com chocolates. Nham Nham!
Na igreja, eu, meu esposo e minha irmã louvamos ao Senhor, oramos e reafirmamos nossa comunhão com Jesus e com tudo o que representa. Nossos filhos brincaram, louvaram e ganharam bombons, rs. E participamos da Santa Ceia (as crianças só do pão): momento mais do que maravilhoso. É notório (ou quase, já que não podemos ignorar que muitas pessoas pelo mundo ainda não conhecem o evangelho de Cristo) que Jesus sentou-se à mesa com seus 12 discípulos e partilharam o pão (representando a carne/corpo de Cristo) e o vinho (representando o sangue dEle). E orientou que todos os seus seguidores, até o dia da Sua volta, participem da Santa Ceia em memória dEle e de tudo o que fez por nós.
Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha (I CORÍNTIOS 11: 26).
O sangue é o cálice da nova aliança, que nos tirou da condição de pecadores e nos elevou a filhos salvos de Deus (desque que aceitemos Sua Palavra). E sobre Sua carne levou todas as dores e enfermidades do mundo. Hoje, temos o direito à saúde e à salvação. Mas há quem deseje roubar o que é nosso. Participar da Ceia Santa é a confirmação da nossa comunhão com Ele, mantendo-nos separados do Ladrão.
Meu esposo foi trabalhar, nossos filhos estão ansiosos pelos ovos, meus primos queridos vieram passar a páscoa conosco, mais tarde iremos à igreja para o musical de Páscoa e termina o feriado santo para a minha família. Oremos, leiamos a Bíblia, meditemos nas Palavras do Senhor e permaneçamos nela. Feliz Páscoa! Feliz lembrança de Cristo, Nosso Rei e Salvador!

sábado, 3 de abril de 2010

Entre a morte e a ressurreição

O sábado de aleluia é lembrado pelo dia de "malhação de Judas", o apóstolo traidor de Cristo. No Rio, o tradicional bloco do Cordão do Bola Preta esolheu malhar um boneco representando o deputado Ibsen Pinheiro, que apresentou um projeto de lei que faria o estado do Rio de Janeiro deixar de receber cerca de R$ 5 bilhões provenientes dos royalties da exploração do petróleo. Que violência! Sou carioca e quero paz até com Ibsen Pinheiro.

Mas este sábado santo trouxe-me uma reflexão sobre o entre-tempo entre a promessa e a concretização da ressurreição de Jesus. Quando o Nosso Salvador morreu, aqueles que conviviam com Ele parecem ter esquecido da promessa de ressurreição no terceiro dia do Seu sacrifício. Tanto é que quando chegaram notícias de que Jesus estava vivo, não acreditaram de pronto. Precisaram vê-lO com os próprios olhos. Tomé foi mais longe e precisou ver e tocar as feridas de Jesus (JOÃO 20: 25). Que tão pequena fé é essa que temos? Se Deus nos faz uma promessa, qual é a dificuldade de permanecer na Sua Palavra (assunto abordado em outro post deste blog)?
Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galiléia, quando disse: Importa que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de pecadores, e seja crucificado, e ressuscite no terceiro dia. Então, se lembraram das suas palavras. (LUCAS 24: 6-8).
Essa passagem bíblica me mostra que mesmo que nossa fé seja pequena; que mesmo que eu me esqueça das promessas de Deus para a minha vida; que mesmo que eu negue a Jesus, mas se eu me arrepender, como Pedro, Ele será misericordioso para me perdoar; mesmo que eu duvide e fique confusa; mesmo que eu me assombre com a concretização dos seus milagres. NADA ME SEPARARÁ DO AMOR DE DEUS. NADA IMPEDIRÁ O SENHOR DE CUMPRIR SEUS PLANOS PARA A MINHA VIDA.
Você conhece as promessas de Deus para a sua vida? Há promessas pessoais, mas há promessas que são comuns a toda a humanidade, como:
  • Somos mais que vencedores em Cristo Jesus (ROMANOS 8:37).
  • Jesus levou nossas dores e enfermidades sobre Si (ISAÍAS 53: 4).
  • Todo o que pede, recebe (LUCAS 11: 10).
  • Não temas porque Deus é contigo. Ele te fortalece, te ajuda e te sustenta (ISAÍAS 41: 10).
Portanto, não precisamos temer enquanto esperamos. Por que nos preocupar se Deus é conosco? Enquanto esperamos, precisamos nos alegrar nas promessas de Deus. Deixar de olhar para o problema e nos regozijar pelo cheiro da chuva de abundância que já dá para sentir. Consegue sentir o cheiro da chuva? E mesmo que não sinta, creia somente, porque o milagre está à caminho.
Esqueça o rancor e a mágoa. Não deseje vingança contra quem te decepcionou. Que o Sábado Santo não seja lembrado como o dia de malhação de Judas. Mas que lhe traga à memória que Deus sempre cumpre Suas promessas. Que você viva um tempo de espera certa e feliz para a realização dos seus sonhos e projetos e não de dúvida e choro.
Amo vocês!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Por que nos amou tanto assim?

Hoje é o dia que escolhemos para comemorar a morte de Jesus Cristo, Filho de Deus. Aquele que veio a este mundo sem formosura, sem nenhum tipo de beleza que agradasse aos olhos (ISAÍAS 53: 2).
Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso (ISAÍAS 53: 3).
À quem desprezamos hoje? De quem desviamos o olhar, porque não queremos ver? Quem é invisível para nós? Rejeitamos alguém pela aparência física? Outro dia, um dos pastores da minha igreja lembrou de uma reportagem do Fantástico com a atriz Camila Pitanga. Ela vestiu um uniforme de faxineira de um shopping na zona norte do Rio e ninguém a reconheceu. E bastava olhar para seu rosto.
Em http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1329188-15605,00.html, além da experiência da atriz, relata também a experiência de um psicólogo que passou 9 anos como gari e quando entrou na universidade, nem os colegas de sala o reconheceram. Ele explica: "Não é que eles fingiram que não me viram, eles automaticamente me apagaram do campo de visão deles".
Pois é... Ele morreu em nosso lugar, como último sacrifício vivo para remissão dos nossos pecados. E cada vez que negamos o próximo, estamos negando tudo o que Ele fez por nós. Estamos dizendo que somos maiores e melhores que Ele. Que tudo o que Ele fez por nós, não valeu de nada. Este é mais um diz de alegria, porque Ele nos salvou. E mais um dia de reflexão, para não anularmos o amor dEle em nossas vidas. É apenas mais um dia, porque em todos precisamos nos alegrar e meditar no Senhor. Lembrar que Ele venceu o pecado e nos garantiu liberdade justificada, levando sobre si nossas dores e transgressões.
O título deste post é o título de uma música que as crianças lá da minha igreja dançaram e encenaram há uns anos atrás. Alguns, já são adolescentes, hoje, mas lembram com carinho dessa música. Eu acho muito bonito para crianças, por isso, segue o vídeo:

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Veio a tristeza? Permaneça na Palavra.

Veio a tristeza? Veio o desânimo? Veio a dúvida? Veio a ansiedade? Vieram as críticas? Não importa o que veio, permaneça na Palavra de Deus. E Deus diz que nada nos separará do amor de Cristo, nem morte  nem vida, nem coisas do presente nem do porvir, nem tribulação nem angústica, nem perseguição nem perigo, nem fome nem nudez. Somos entregues à morte o dia todo como ovelhas para o matadouro.
"Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou" (ROMANOS 8:37).
Hoje minha casa foi invadida, literalmente, por anjos. Não duvidem. É verdade. Mas explico que eram anjos meninos, de 12 a 14 anos (imagino), moradores da vizinhança. Estavam na praça em frente a minha casa quando viram minha vó chegar em um táxi sendo carregada, pois sentiu-se mal na rua. Todos acharam que era o coração, já que minha vozinha se queixava de fortes dores no peito. Só estavam meus pais e minha irmã em casa, completamente aflitos e sem saber o que fazer. Esses anjos, simplesmente, fizeram tudo. Invadiram a casa e quartos e ficamos felizes. Um encontrou uma toalha, molhou e colocou na testa da minha vó, que disse ter ficado aliviada. Outro pegou o telefone e ligou para a emergência. Outros tentavam parar algum táxi na rua, mas sempre garantindo que algum deles ficasse ao lado da minha vó para consolá-la. Eles a consolavam com carinho e palavras de ânimo. Tão espiritualizados, tão anjinhos enviados pelo Senhor. Foram incríveis.
Minha mãe, eu e minha vó ficamos encantadas com todos eles. Não só com a intenção boa, mas pela praticidade e agilidade. Foram anjos que souberam permanecer segundo os ensinamentos de Cristo de vida e de saúde, em meio a tanto nervosismo, sem temer o pior. E tranquilizaram a todos os presentes com palavras de benção e de ânimo. Posso dizer que nos ensinaram, com testemunho fiel, a permanecermos firmes nas promessas do Senhor mesmo diante das situações mais assustadoras.
Quem somos nós para termos nossa casa invadida por anjos do Senhor? Eles trouxeram uma presença tão abençoada pertinho de nós. Obrigada, anjinhos lindos. Que Deus abençoe vocês e suas famílias, sempre.
P.S.: Minha vó já está bem, em casa, sorrindo. E eu também estou bem, em casa, tentando meditar em tudo que aprendi hoje com esses pequeninos.

sábado, 27 de março de 2010

Decifra-me ou devoro-te

Nem a sorte nem o azar são acasos do destino. Para mim, Deus está no controle daquilo que comumente chamam boa sorte. Jó passou por desgraças inacreditáveis, sob a permissão de Deus. Que também escolheu mudar a sorte do moribundo após um tempo "interminável" de dor e sofrimento. Quando me vejo reclamando que não aguento mais determinada pressão angustiante e, aparentemente, insuportável, tento aprender o que Jó aprendeu com Deus.
Essa aprendizagem era um enigma indecifrável até pouco tempo atrás. Não importa quantas vezes eu ouvi pregações sobre a história de Jó, eu não conseguia compreender, verdadeiramente, porque ele passou por tantas aflições. Eu entendia porque o Senhor permitiu que satanás roubasse tudo o que Jó tinha, provando suas virtudes enquanto homem temente a Deus e que se desviava do mal. Mas eu nunca percebi o motivo dele continuar sofrendo após passar na prova.
Na verdade, eu ainda não entendo muito bem. :/ Mas reconheço que aquele homem íntegro e reto teve sua sorte alterada por Deus exatamente no momento em que ele orava pelos seus amigos. Decifro ou Deus não mudará a minha sorte? Analisemos as pistas:
  1. Desviar-se do mal: todas as vozes que não paravam de tagarelar nos ouvidos de Jó (amigos e mulher) para ele amaldiçoar a Deus e para reconhecer que só poderia estar passando por tudo aquilo porque não tinha fé, não poderia ser perdoado por seus pecados e coisa e tal. Poxa, eu não aguento 1 minuto alguém falando sem parar como a professora do Charlie Brown (Blábláblábláblá). "- Quem mandou ter filhos?" "- Você não tentou o bastante" "- Deve haver alguma coisa errada com você" "- Você está orando?"... Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhh Às vezes, eu ignoro, fico triste, me sinto culpada, com raiva, fujo... Mas o pior é quando quero responder. Geralmente, não vale à pena. Eu deveria aprender com Jó a desviar-me do mal (ressentimento, ira, tristeza), a ouvir com temperança e sem me abalar.
  2. Orar pelo chato ao lado: Ok, ok. Quando alguém aparece só pra iniciar um blá blá básico nos meus ouvidos, eu devo orar. Orar por elas e por mim, porque como diz D2: a cabeça é fria, mas o sangue não é de barata. Mas eu não quero seguir D2, mas o que Cristo ensinou: "não é o servo maior do que o seu Senhor". Oras, se Jesus foi humilhado, perseguido, rejeitado, injustiçado, caluniado e orou por todo mundo, quanto mais eu... Se Ele que é Rei e Filho de Deus foi injustiçado daquele jeito e continua sendo até hoje, quanto mais eu... Nessa perspectiva, meus problemas são medíocres. Devo aprender a orar pelo próximo e não a reclamar da chatice que sai pela boca dele.
  3. Não reclamar: Po, Jó só dava graças a Deus. Perdeu quase todos os servos, bois, jumentas, ovelhas, camelos, filhos e filhas e, ainda, a saúde do corpo, mas continuava contente com Deus e glorificando-O. Ele até passou por momentos de maior fraqueza física, emocional e espiritual, mas manteve sua integridade. Manteve mesmo sendo consumido sem causa.
  4. Humildade: Ô carinha humilde era esse tal de Jó. Rico pra dedéu, mas sempre foi justo e reto com servos e outros. Quantas pessoas ganham um coisinha pouca e já ficam loucas, metidas, arrogantes, perdendo o senso do ridículo... Humildade é uma virtude maravilhosa. Mesmo quando Deus restaurou a prosperidade de Jó para além do que ele tinha antes, ele manteve-se humilde. Era um homem muito especial, verdadeiramente.
O que há para decifrar? Jó cofessou ao Senhor que não O conhecia, apenas de ouvir falar. Falava do que não entendia - coisas maravilhosas demais e que não conhecia. Charlie Brown também precisava aprender alguma coisa com Jó. Charlie vive cercado por muitas pessoas do blá blá. A professora sem-cabeça é completamente ignorada, ele sequer entende o que ela fala. rs Seus amigos falam, falam, falam e criticam Charlie. E ele só refletindo as falas dos outros como "verdades" de forte influência sobre suas escolhas e atitudes. "Charlie vai com os outros". Já pensou se Jó desse ouvidos aos seus amigos e esposa? Com certeza, Deus não mudaria sua sorte e ele seria devorado. Mas ele decifrou o enigma porque escutou ao Senhor, perguntou-Lhe e Deus o ensinou. E satanás, furioso, o que fez? Lançou-se no precipício ou devourou-se como a demoníaca esfinge? rs.